Desde 2017, a Abalô vem sendo construída entre matéria, pesquisa, criação, encontros e circulação.
Uma história que começou pequena, feita à mão e, pouco a pouco, foi encontrando novos caminhos para existir — nas feiras, nas ruas, na internet, em projetos, instituições, parcerias e, principalmente, nos (re)encontros com as pessoas.
A Abalô nasce da vontade de criar adornos e experimentar possibilidades.
Os primeiros brincos eram feitos de tecido. Vieram os botões, os colares de tecido, os turbantes, as tiaras e muitas outras experimentações.
Era o começo de uma iniciativa que ainda estava descobrindo sua própria linguagem.
Os búzios começam a ganhar espaço nas criações e, com eles, chegam novas perguntas, referências e possibilidades.
A pesquisa sobre estética, ancestralidade, corpo, identidade e cultura negra passa a atravessar cada vez mais o fazer da Abalô.
A criação deixa de ser apenas sobre fazer acessórios e começa a se tornar também uma forma de investigar, comunicar e afirmar.
As feiras pararam. Os encontros presenciais deixaram de acontecer.
Foi preciso encontrar outras formas de continuar.
A Abalô mergulhou no digital: fotografia, vídeos, lives, comunicação, vendas pela internet e novas maneiras de apresentar as peças.
Foi também quando a casa virou ateliê, estúdio, estoque, cenário e ponto de expedição.
Por trás das peças, havia muito mais para aprender.
Embalagens, fretes, logística, atendimento, fotografia, comunicação, organização e tantas outras tarefas passaram a fazer parte do cotidiano.
A Abalô crescia enquanto eu aprendia a fazê-la existir.
E a comunidade também crescia junto.
A Abalô começa a ocupar novos espaços e a circular para além de Campinas.
Feiras, eventos, viagens, encontros e novas parcerias ampliam os caminhos da marca.
Cada deslocamento trazia não apenas uma oportunidade de venda, mas também novas referências, pessoas, trocas e possibilidades.
As peças da Abalô passam a fazer parte da loja do Museu Afro Brasil, em São Paulo.
Um encontro importante entre a produção autoral da marca e um espaço dedicado à preservação, valorização e difusão das culturas negras.
A Abalô passa a circular também em territórios institucionais e culturais.
A marca segue experimentando formatos, parcerias e possibilidades.
As criações chegam a novos projetos, lojas, produções de moda, cursos de design de moda, televisão e diferentes espaços de circulação.
A cada novo lugar, a Abalô amplia sua rede sem perder aquilo que sustenta sua criação: pesquisa, manualidade, identidade e presença.
Editais, projetos, encontros, desfiles, eventos e novas parcerias passam a fazer parte da trajetória.
A Abalô chega a outros territórios e públicos, levando consigo uma produção que nasceu pequena, mas nunca deixou de se movimentar.
Depois de quase uma década de criação, pesquisa, trabalho e reinvenção, a Abalô entra em um novo momento.
Com mais espaço para se dedicar integralmente à marca, novos projetos começam a ganhar forma.
O que permanece é o desejo de criar adornos que carreguem presença, beleza, identidade e ancestralidade — feitos para circular, encontrar corpos e criar conexões.
Nove anos de criação, pesquisa, circulação e transformação.
A Abalô continua em movimento.
A história continua…